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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

O QUÊ !!! APÓSTOLOS????









HÁ BASE BÍBLICA PARA APÓSTOLOS NOS DIAS ATUAIS ?

    É importante ressaltar, que existem duas classes de apóstolos. Sendo que uma classe já está extinta e era formada pelos doze apóstolos de Cristo, tendo como integrantes os onze apóstolos que permaneceram após a morte de Judas, e Matias que foi escolhido para completar o grupo (Mt 10.1-5; Mc 3.13-19; Lc 6.13-16; At 1.15-26). 


   Para fazer parte desta classe de apóstolos, deveria preencher os seguintes requisitos:
 
           a)    Ter sido escolhido por Cristo, para ser apóstolo (Mt 3.13-19);

           b) Ter sido testemunha ocular da ressurreição de Jesus Cristo (At 1.22; 4.33).

Paulo também preenche esses dois requisitos, pois, mesmo de forma incomum, Cristo aparaceu-lhe em uma visão na estrada de Damasco e o comissionou a apóstolo (At 9.5-6; 26.15-18; Rm 1.1; I Co 15.7-9; Gl 1.1; I Tm 12.2-7; II Tm 2.11).

Sendo desta forma além dos doze apóstolos, podemos contar o apóstolo Paulo pertencente a está classe especial de apóstolo.
Para resumir acerca do ofício do apóstolo, podemos entender que a palavra apóstolo possui um sentido restrito e um sentido amplo. O sentido restrito refere-se aos “apóstolos de Jesus Cristo” e ao sentido amplo refere-se ao “mensageiro” ou “missionário pioneiro”. (At 14.4, 14; Ef 4.11; I Ts 2.6).


Veja a conclusão que ministros e líderes em concílios chegaram em relação ao Movimento Apostólico Moderno e isso já faz alguns anos :

- Primeira Cume Latino americana das Assembleias de Deus, realizada do 12 a 16 de Setembro do 2005, sobre o Apostolado Moderno se pronunciou na parte IV. Em relação aos profetas e apóstolos, ponto 6, 7 e 8 diz: "O movimento apostólico contemporâneo se define em termos de poder e autoridade antropocêntrica e, portanto, não corresponde a uma verdadeira exegese do Novo Testamento. Não se deve criar uma elite de apóstolos, tais redes não correspondem ao modelo do Novo Testamento. A igreja deve ter em conta a advertência das Sagradas Escrituras em relação aos falsos apóstolos, portanto, tem de agudizar seu discernimento espiritual para identificá-los".

- A Igreja de Deus do Peru, num Congresso de Pastores, realizado de 12 a 14 de janeiro de 2006, fez uma Declaração sobre o Ministério Quíntuple,e nos pontos 4, 5, 6, 8 e 9, diz: "A Igreja de Deus do Peru recusa toda má interpretação da Palavra de Deus para a justificativa de modelos de liderança atuais mau denominados “apostólicos e proféticos”. A Igreja de Deus do Peru define o “Movimento Apostólico” moderno como um fenômeno sócio-cultural de natureza religiosa, antes que um movimento misiológico com princípios bíblicos. A Igreja de Deus do Peru crê que o denominado “movimento apostólico” propõe um entendimento do termo apóstolo que se contrapõe com nossa interpretação das Sagradas Escrituras. A identidade pentecostal da Igreja de Deus não admite como modelo de liderança o proposto pelo “Movimento Apostólico”."

- A Confederação de Igrejas Evangélicas Fundamentalistas do Peru (CIEF-Peru), num Congresso de Pastores realizado de 1 a 4 de fevereiro de 2006, sobre o apostolado moderno diz: "Que, Jesus chamou e ordenou somente a 12 apóstolos (Marcos 3:16-19); que, Judas, o traidor, foi substituído por Matías e ordenado pelos apóstolos, e nenhum outro mais, com a exceção de Paulo (Atos 1:26); que, Paulo foi chamado e ordenado por Jesu Cristo e não pelos homens, para ser o Apóstolo dos Gentios (Atos 9:15-17); e Bernabé foi mencionado como apóstolo, mas em outro sentido, como missionário, um enviado com uma mensagem, ou como um embaixador, mas não foi ordenado com os 13. Ele nunca se chamou a si mesmo: “Eu sou Apóstolo dos Gentios”, como Paulo falou (Atos 11:24; 9:27; 14:14).
Portanto resolve: Recomendar não usar ou praticar o conceito do Apostolado Moderno, porque não existe na Igreja hoje em dia. Quem se proclame como apóstolo gera confusão e não reúne os requisitos para ser um apóstolo, como o de ser testemunha ocular da crucifixão e ressurreição de Cristo; e Observar que é muito audaz para um pastor, ministro, ancião, mestre ou bispo receber e ser ordenado apóstolo e tomar este título tão alto. Para nós é uma ameaça atual para a Igreja fiel."

- As Assembléias de Deus dos Estados Unidos, em sua Declaração Oficial sobre apóstolos e profetas, adotada em 6 de agosto de 2001, pelo Concílio Geral das Assembléias de Deus dos Estados Unidos, diz: "Sendo que o Novo Testamento não provê instruções para a nomeação de futuros apóstolos, tais postos contemporâneos não são essenciais à saúde nem ao crescimento da igreja, nem a sua natureza apostólica.As cartas pastorais não provêem informação a respeito da nomeação de apóstolos nem de profetas, e o livro dos Atos não indica que tal provisão fora dada nas igrejas estabelecidas nas viagens missionárias. Os apóstolos não nomearam nem apóstolos nem profetas, senão anciãos (Atos 14:23). Ao terminar as viagens missionárias, Paulo se reuniu com os anciãos da igreja de Éfeso (Atos 20:17-38). Claramente, aos anciãos também foi dada a função de bispos (“supervisores”) e pastores (Atos 20:28; 1 Pedro 5:2). Dentro das Assembléias de Deus, as pessoas não são reconhecidas pelo titulo de apóstolo ou profeta."

- As Assembléias de Deus da Venezuela, numa Convenção Nacional Extraordinária, realizada de 28 a 30 de julho de 2004, estudou as atuais correntes teológicas que estão na moda, entre elas, o Apostolado Moderno, e fixou uma posição. Em sua declaração, nos números 5, 6, 10 e 11 diz: "Que o conceito da unção “apostólica” não tem fundamentação bíblica; que a não utilização do termo “apóstolo” por parte da igreja durante muito tempo de sua história não anula o aspecto bíblico do mesmo; que não precisamos utilizar o título “apóstolo” para que o ministério esteja vigente na igreja contemporânea; que as Assembléias de Deus da Venezuela não emitirão credenciais de apóstolo, nem de nenhum outro ministério."

- Dr. Moisés Chávez (Peru), diz: “A inovadora doutrina da restauração do apostolado neotestamentario à vida e desenvolvimento da igreja na atualidade constitui, não um fato abortivo senão um fenômeno atrasado, uma seqüela da Teologia da Restauração. A “Teologia do Apostolado” pretende restaurar o ministério e a autoridade apostólica neotestamentária sobre bases derivadas da eiségesis de textos bíblicos. Não que a exegese lhe seja desconhecida; mas lhe pode resultar desvantajoso e aniquilante. Em outras palavras, por trás da Teologia “do Apostolado” há um feroz debate teológico com seu respectivo uso e abuso das Escrituras, o que é de rigor”.

- Pr. Presbiteriano Gustavo Mello Guimaraes (Uruguai), diz: "A pretendida “rede apostólica” com seus pseudoapóstolos, pretendem instaurar a curto prazo um “Papa do outro bando”, no total descaso desejam terminar com o termo Pastor, para substituí-lo por Apóstolo, com o fim de conseguir a meta de uma igreja mundial, para o propósito de alguns expertos. Nem ainda os chamados Pais da Igreja e os também chamados Doutores jamais se atreveram a utilizar tal grau de hierarquia, nem sequer Policarpo que fora instaurado em Esmirna pelo próprio São João. Estes sábios varões sobretudo eram humildes, coisa que falta hoje em dia naqueles que presumem tal hierarquia.
Tenham misericórdia de vocês mesmos, e não se deixem envolver por estes vilões cruéis que pervertem a sã doutrina, com suas nocivas e venenosas artimanhas."
- Dr. Ervin de León (EE.UU.), diz: "O movimento apostólico e profético do dia de hoje não é outra coisa que algo bem orquestado para tomar controle da igreja e é algo perigoso porque leva o assunto a extremos extrabiblicos.
Este movimento de apóstolos e profetas modernos está tomando o perigoso precedente que no passado tomou a Igreja Católica Romana, que afirma ter uma autoridade extra-bíblica para estabelecer doutrina através dos comunicados ex-cátedra dos papas. Isto é um precedente perigoso que pode abrir porta a muitas aberrações doutrinárias que neste caso poderiam justificar-se no marco das supostas revelações.
É um erro tratar de implantar hoje de novo o ofício do apóstolo e o profeta, à maneira que existiram no começo da igreja, os quais são insubstituíveis e ainda que estes já morreram e seu ofício terminou, não obstante o fundamento estabelecido por eles ainda está vigente e não se pode pôr outro fundamento sobre o mesmo.
Há uma base muito ampla para com firmeza recusar este movimento ‘apostólico-profético’ moderno que se levantou nos últimos anos, já que é antibiblico no sentido interpretativo."

- Teólogo Bautista Juan Stam (Costa Rica), diz: "Os modernos "apóstolos" de hoje tomam passagens onde o termo significa "missionário" mas o aplicam com outro sentido e querem atribuir-se os títulos e autoridade dos doze e de Paulo. A igreja católica faz algo parecido com sua "sucessão apostólica" através dos séculos. Segundo o Novo Testamento, os apóstolos não têm sucessores.
Para ser apóstolo no mesmo sentido que os doze e Paulo, era requisito indispensável ter sido testemunha ocular e presencial do ministério de Jesus (Atos 1:21-22; cf. 1 Jo. 1:1-4) e de sua ressurreição (At.10:40-42; 1Co 15). Tal coisa seria impossível depois de morrer os contemporâneos de Jesus. Toda a evidência bíblica deixa muito claro que para ser apóstolo, o candidato tinha que ser alguém do primeiro século. Ninguém depois do primeiro século poderia ter sido testemunha presencial do ministério de Jesus e de sua ressurreição. Esse requisito desqualifica de antemão a todos esses "apóstolos" de nossos tempos modernos.
Na Bíblia não aparece nenhuma sucessão de apóstolos. A verdade é que esse título é usado pos pastores ou líderes que têm sede de poder e dinheiro."

- Pr. Miguel Rosell Carrillo (Espanha),  enfatiza: “Quando morreram os apóstolos mencionados (os apóstolos de Cristo), terminou-se para sempre o titulo e ofício de apóstolo. A razão é óbvia. Só eles foram testemunhas presenciais de Cristo desde o início de seu ministério até sua morte, ressurreição e posterior ascensão aos céus. Só a eles se lhes atribuiu a tarefa de ser receptores e primeiros divulgadores da Palavra, contida na parte bíblica que chamamos Novo Testamento. Uma vez que João escreveu o Apocalipse, ali se fechou o cânon bíblico, e acabou seu ministério irrepetível”.compilado :
 fonte: www.cpr.org.br
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Bibliografia consultada: Eclesiologia (Fatebene)

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