Se você é um Ministro Autêntico do Evangelho, então compartilhe !
Vejamos, então, as características dos ministros do autêntico evangelho.
I) Sua
autoridade não repousa em ações externas extraordinárias, mas no poder de Deus
agindo em sua fraqueza.
É isto que Paulo diz, por exemplo, em 6.4-5:“Pelo
contrário, em tudo recomendando-nos a nós mesmos como ministros de
Deus: na muita paciência, nas aflições, nas privações, nas
angústias, nos açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias,
nos jejuns,”.Embora tivesse as credenciais do apostolado
(12.12), não era nessas manifestações extraordinárias que o apóstolo se
gloriava, mas no poder de Deus agindo em sua fraqueza. Ele deixa isto claro
antes de mencionar as credenciais do apostolado, quando diz, nos versículos
anteriores do mesmo capítulo: “Então, ele me disse: A minha graça te
basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois,
mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. Pelo
que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas
perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco,
então, é que sou forte” (12.9-10). E, novamente, em outro lugar: “Porque,
de fato, foi crucificado em fraqueza; contudo, vive pelo poder de Deus. Porque
nós também somos fracos nele, mas viveremos, com ele, para vós outros pelo
poder de Deus” (13.4). Assim são os ministros do autêntico
evangelho. Mesmo quando, pela providência especial de Deus, experimentam as
intervenções extraordinárias do Senhor em seu ministério, eles não se utilizam
disso como argumento de autoridade ou instrumento de domínio. Pois sabem
que são nada mais do que vasos de barro levando os tesouros da graça
(4.5-12). A atuação ministerial dos ministros do autêntico evangelho repousa
sobre a teologia da cruz e não sobre a teologia do milagre.
II) Eles
não são senhores, mas escravos do rebanho por amor de Jesus Cristo.
Eles podem afirmar com Paulo: “Porque
não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor e a nós mesmos
como vossos servos, por amor de Jesus”(4.5). Enquanto os “superapóstolos”
se aproveitam de sua posição para escravizar, devorar, capturar, exaltar-se
sobre seus seguidores e esbofetear-lhes o rosto, os ministros do autêntico
evangelho querem se gastar em prol da alma do rebanho de Deus (12.15). Estes
conhecem e seguem o ensino e exemplo de seu Senhor e Mestre: “...Os
reis dos povos dominam sobre eles, e os que exercem autoridade são chamados
benfeitores. Mas vós não sois assim; pelo contrário, o maior entre vós
seja como o menor; e aquele que dirige seja como o que serve. Pois qual é
maior: quem está à mesa ou quem serve? Porventura, não é quem está à mesa?Pois,
no meio de vós, eu sou como quem serve” (Lc 22:25-27). Por se
saberem servos, mesmo entristecidos, os ministros do autêntico evangelho estão
sempre alegres; mesmo pobres, eles enriquecem a muitos; mesmo nada tendo, eles
possuem tudo (2 Co 6.10).
III) Eles
não medem o sucesso pelos resultados, mas pela fidelidade a Deus e à sua
palavra.
Os ministros
do autêntico evangelho têm consciência da dupla função do evangelho, que é
tanto de juízo – “cheiro de morte para morte” – como de
salvação –“aroma de vida para vida” (2.16). Por conseguinte, eles
não precisam adulterar as Escrituras para encaixar-se às expectativas dos
ouvintes. Além disso, eles sabem que quando pregam a palavra, estão diante de
Deus e de Cristo (2.17) a quem terão de prestar contas, como lembra Paulo em
outro lugar: “...importa que todos nóscompareçamos perante
o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver
feito por meio do corpo” (5.10).
IV) As
verdadeiras marcas do seu ministério não são os feitos extraordinários, mas a
transformação do caráter dos fiéis e o compartilhamento dos sofrimentos de
Cristo.
A vida
transformada dos cristãos é a carta de recomendação do verdadeiro ministro de
Cristo, como ressalta Paulo: “Vós sois a nossa carta, escrita em nosso
coração, conhecida e lida por todos os homens, estando já manifestos como carta
de Cristo, produzida pelo nosso ministério, escrita não com tinta, mas pelo
Espírito do Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto
é, nos corações”(3.2-3). Além das vidas transformadas, os sofrimentos peculiares
ao ministério são marcas que identificam os ministros do autêntico evangelho
com seu Senhor: “levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que
também a sua vida se manifeste em nosso corpo. Porque nós, que vivemos, somos
sempre entregues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus se
manifeste em nossa carne mortal” (4.11-12 – ver também 11.23-28). Ao
fazer tais observações Paulo não queria dizer que não tivesse recomendações
(3.2-3), conhecimento (11.6) ou autoridade (11.20-21; 13.10). Nem que não havia
recebido visões e revelações do Senhor (12.1ss); tampouco queria o apóstolo
dizer que não havia realizado os sinais próprios do apostolado (12.11-13). Mas,
em última instância, sua autenticidade não repousava nessas coisas, mas na sua
identificação com Cristo crucificado e na transformação daqueles que vieram a
crer por intermédio do seu ministério. Isto é um modelo para os ministros do
autêntico evangelho.
V) Eles
não se importam com a popularidade, porque sabem estar vivendo sob o auditório
de Um Só.
Tomo aqui
emprestada a expressão de Os Guiness, quando ele acertadamente observa: “a
maioria de nós, quer estejamos ou não cônscios disso, fazemos as coisas com o
olho na aprovação de algum auditório. A questão não é se temos um auditório,
mas qual o auditório, qual o ouvinte, que temos... Uma vida vivida ouvindo o
chamado decisivo de Deus é uma vida vivida perante um auditório que está acima
de todos os demais: o auditório de Um só.” Os ministros do autêntico evangelho
têm consciência dessa verdade. Por isso, eles rejeitam as coisas vergonhosas
que os “superapóstolos” fazem em oculto e tremem diante da idéia de adulterar a
palavra de Deus (4.2). Além disso, vivendo pela fé e não pelo que vêem, eles
não almejam a glória espetacular e temporária dos homens, que seca como a erva
e murcha como a flor, mas esperam a glória invisível e permanente de Deus, pois
sabem que as coisas que se vêem são temporais, mas as que se vêem são eternas
(4.16-18).
O povo de Deus precisa
aprender a distinguir os superapóstolos dos ministros do autêntico evangelho. Isto para que não sejam “levados
ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia
com que induzem ao erro” (Ef 4.14) e para que, reconhecendo os
ministros do autêntico evangelho, aprendam a honrar seu ministério e seguir seu
modelo de vida. Pois, assim nos recomenda a Escritura: “Amado, não
imites o que é mau, senão o que é bom. Aquele que pratica o bem procede de
Deus; aquele que pratica o mal jamais viu a Deus”. Soli Deo
gloria!
crpíres

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